Foi com agradável surpresa que encontrei/devorei o mais recente livro de Luís Sepúlveda: A lâmpada de Aladino. É um livro de pequenos contos/relatos que nos prendem e nos levam por tantos lugares do nosso planeta. Sim… sou suspeita… gosto imenso de autores chilenos… hehe… mas pronto, acho mesmo que este vale a pena (lol
). Enquanto lia o livro uma frase ficou (aliás, aparece também na contracapa da obra): “enquanto falarmos deles e contarmos as suas histórias, os nossos mortos nunca morrem” (pp. 36 ). Esta frase é imensa… reparem na verdade que encerra…
Só vos digo… leiam, aproveitem aqueles bocadinhos (mínimos que sejam… é a vantagem de serem pequenos contos… vai-se lendo por aqui e por ali) e saboreiem as palavras do Sepúlveda. Quem gosta do autor não vai ficar desiludido, quem não conhece… concerteza ficará fã… hehe!!!
Fica um cheirinho…
“Quis rir, mas às vezes os ditames do cérebro confundem-se, cruzam-se, provocam curto-circuito, alguma coisa falha na alquimia da vida, alguma coisa me agitou num espasmo antes de desatar a chorar. O bêbado respeitou a minha angústia e, quando calculou que eu já tinha fungado o suficiente, estendeu-me a sua garrafa de Korn.” (pp. 59)
“Conversaram, lembraram-se de muitas coisas bonitas de recordar e esqueceram outras que mereciam ser esquecidas, porque a vida é assim. (…) O velho e o cão iam contentes, porque a vida é assim.” (pp. 145)
Aconselho também: O velho que lia romances de amor, O mundo do fim do mundo, História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar…
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Até lá… desejos de boas vidas!
